UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO ACOLHE LANÇAMENTO DO PROJECTO “DIÁLOGO SOCIAL ACADÉMICO”

Luanda, 11 de maio de 2026

A Universidade Agostinho Neto acolheu, no dia 7 de maio, a apresentação oficial do projeto “Diálogo Social Académico”, uma iniciativa dedicada ao tema “Contributo dos Estudantes Universitários para o Desenvolvimento Sustentável de Angola”. O projeto foi apresentado pelo presidente da Associação Amar Angola, Dr. Rafael Pedro Kankinda, reunindo estudantes, docentes, académicos e representantes da sociedade civil num encontro marcado pela reflexão crítica, participação ativa e debate construtivo sobre os desafios do país.

O “Diálogo Social Académico” afirma-se como uma plataforma dinâmica de intervenção social, com impacto direto na vida pública e fortalecimento da cidadania em Angola, transcendendo o carácter meramente teórico para consolidar-se como instrumento de mobilização académica e engajamento civil.

Contexto estratégico para eleições 2027

A iniciativa surge numa altura estratégica para o país, num contexto de preparação para os desafios políticos, económicos e sociais que antecedem as eleições gerais previstas para 2027, consolidando a participação de estudantes e jovens profissionais nos processos de reflexão nacional e construção de soluções para o desenvolvimento.

Participação institucional e académica

O acto contou com a presença de diversas figuras institucionais de relevo, entre as quais o Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, em representação do ministro Domingos Benedito, o juiz conselheiro do Tribunal Supremo, Norberto, bem como membros da reitoria da Universidade Agostinho Neto, nomeadamente Pedro Magalhães e António Mateus.

Durante sua intervenção, o vice-reitor António Mateus destacou a necessidade estratégica de aproximar o conhecimento científico das realidades sociais do país, afirmando que “temos de criar espaços de convivência e produção de conhecimento que promovam o desenvolvimento sustentável, incentivando a participação ativa dos cidadãos e o fortalecimento da cultura do diálogo”.

Academia como agente de transformação social

Rafael Pedro Kankinda sublinhou o papel transformador da academia na construção de uma sociedade mais participativa e consciente, declarando que “a academia não pode continuar a ser uma torre de marfim. A nossa missão é transformar a classe académica e a sociedade civil em agentes ativos de mudança”.

Este posicionamento reafirma a centralidade da universidade angolana nos processos de desenvolvimento nacional, consolidando a sua responsabilidade social e o seu compromisso com a promoção de soluções inovadoras para os desafios contemporâneos.

Eixos temáticos e estrutura de implementação

O projeto prevê a realização de palestras, simpósios, congressos e ações de formação voltadas para capacitação juvenil, promoção do empreendedorismo, combate à fome e à pobreza, além da melhoria do rendimento familiar. Destinado sobretudo a estudantes universitários e jovens profissionais, o programa aposta no incentivo ao associativismo e na criação de soluções sustentáveis para responder aos principais desafios nacionais.

Com execução inicial prevista para 12 meses, o projeto conta com um investimento estimado em cerca de 250 milhões de kwanzas nos primeiros seis meses de implementação, visando reforçar a cooperação entre academia, Estado e sociedade civil.

Educação e diálogo como pilares do desenvolvimento

No encerramento do acto, o Secretário de Estado Eugénio da Silva reafirmou o apoio institucional à iniciativa e destacou o papel estratégico da educação e do diálogo no desenvolvimento do país. “A educação é a bússola do desenvolvimento social angolano. O diálogo é a chave da convivência e do conhecimento. É através dele que construímos a paz, com livros, saber e aprendizagem colectiva”, enfatizou.

Iniciativas como o “Diálogo Social Académico” surgem como importantes instrumentos de promoção da cidadania, solidariedade e desenvolvimento sustentável, consolidando o papel da academia angolana na construção de uma sociedade mais informada, participativa e preparada para os desafios do século XXI.